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O português europeu, português lusitano[4] ou português de Portugal é um conjunto de variedades linguísticas da língua portuguesa faladas em Portugal continental, nas suas regiões autónomas (Madeira e Açores) e pelos emigrantes portugueses espalhados por todo o mundo, que engloba os seus dialectos regionais bem como a sua ortografia, o seu vocabulário e a sua gramática. O galego pode ou não ser considerado como parte dos dialectos portugueses. De acordo com a legislação da União Europeia, o português é uma das línguas oficiais da União, pelo que em textos internacionais deverá ser usada a norma europeia[5]. Também é ensinado em Espanha, sobretudo na zona da Extremadura, dada a proximidade daquela região a Portugal. Na ausência de normas-padrão próprias, os outros países lusófonos (com excepção do Brasil) seguem as convenções da norma portuguesa. A chamada variedade padrão do português europeu é constituída pelo "conjunto dos usos linguísticos das classes cultas da região Lisboa-Coimbra"[6]. O português europeu é regulado pela Academia de Ciências de Lisboa[7].
FonologiaFonéticaFonética do Português Europeu [8] DialectosComo é sabido, todas as línguas naturais mudam e apresentam variação interna de acordo com a localização geográfica ou o estatuto social dos seus falantes. Em termos de fonologia, dentro do território nacional português existem diversas variações da pronúncia do português: os dialectos. [9] Os dialectos não são muito diferentes entre si.
Área geográficaO Português Europeu é falado pelos quase 11 milhões de habitantes de Portugal e pelos emigrantes portugueses espalhados pelo mundo, juntamente com os seus descendentes. A emigração maciça que se verificou ao longo de todo o século XX, levou a que o português europeu fosse falado noutras partes do mundo, sobretudo na Europa e na América do Norte: Suíça, Alemanha, França, Luxemburgo, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, e também na África do Sul, Venezuela, Argentina, Austrália e no Brasil, onde se encontram também grandes comunidades portuguesas. OrtografiaActualmente a escrita do português europeu rege-se pelas normas do Acordo Ortográfico de 1945[10] e pelas alterações introduzidas em 1973[11]. Antes de 1945, a ortografia obedeceu a diversos diplomas, nomeadamente o do acordo luso-brasileiro de 1931[12] e o da reforma simplificadora de 1911[13]. A reforma de 1911 foi profunda, fazendo desaparecer muitas consoantes geminadas, os grupos ph, th, rh, o uso do y, além de outras particularidades. O aspecto que mais distingue a ortografia portuguesa da brasileira é a manutenção de certas consoantes após as letras a, e e o em palavras como facto, acto, electricidade, adopção, Egipto, etc. Na palavra facto o c é justificado porque é pronunciado. Nos restantes exemplos, as consoantes, apesar de mudas, são mantidas por razões de tradição ortográfica, por questões de similaridade com as demais línguas românicas e porque podem exercer influência no timbre das vogais (leem-se as vogais antecessoras como tónicas) anteriores[14]. Em relação ao Brasil, há ainda certas diferenças na acentuação gráfica nas vogais e e o tónicas dos vocábulos proparoxítonos (esdrúxulos) que são, muitas vezes, abertas na pronúncia portuguesa e, por isso, são escritas coerentemente: milénio, ténia, económico, António. As sequências que-, qui-, gue- e gui- (em que o u é pronunciado), ao contrário do que se passa no Brasil, não levam trema desde 1945[15], ficando palavras como linguística e tranquilidade. GramáticaRegras de acentuaçãoNo Português Europeu, as palavras agudas ou oxítonas que terminam em -a, -e, -o, -ei, -oi, e -eu levam acento agudo: sofá, pé, ré, herói, céu, pastéis, etc. As palavras graves ou paroxítonas de vogal aberta, ao contrário do português do Brasil, levam também o acento agudo como em bónus. Por fim, as esdrúxulas ou proparoxítonas levam também acento agudo nas vogais abertas, como em higiénico, económico e fenómeno, que no Brasil se escrevem higiênico, econômico e fenômeno. [16] ConjugaçãoNo Português europeu é muito frequente o uso do infinitivo em frase de acção prolongada. Até um certo tempo atrás, a Sul do Rio Tejo, usava-se mais o gerúndio, mas com os meios de comunicação o infinitivo tornou-se mais geral em todo o país. FormalidadeNa maneira de dirigir as pessoas, é mais frequente usar O Senhor, A Senhora, Você em diálogos com pessoas desconhecidas ou mais velhas. Se for para uma pessoa com licenciatura ou de alta patente militar ou política, empregam-se muitas vezes V.ª Excelência ou Sr. Doutor no caso de serem médicos (sendo também muito frequente para professores) ou ainda Sr. Engenheiro. InformalidadeNo aspecto informal do Português Europeu, utiliza-se sobretudo o pronome pessoal da 2ª pessoa do singular, tu, de forma subentendida ou não. Andas a tirar a carta de condução? Referências
Bibliografia
Ver também
Ligações externas
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