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O Partido Progressista (PP) é uma das principais forças políticas de direita no Brasil, estando ainda hoje entre as siglas de maior expressão nacional deste país. Suas cores são o vermelho, o branco e o azul e seu símbolo é uma flor estilizada. Seu código eleitoral é o 11[1]. Sua mais conhecida liderança é o político e empresário paulista Paulo Maluf, que concorreu indiretamente à Presidência da República em 1985 e foi derrotado por Tancredo Neves, fazendo com que seu grupo político perdesse força. Maluf conquistou a Prefeitura de São Paulo em 1992 e assim conservou sua liderança junto aos membros da agremiação, porém uma nova sequência de derrotas eleitorais e sua prisão por quarenta e um dias na Polícia Federal em 2005 fizeram diminuir seu capital político que só seria recomposto com sua eleição para deputado federal em 2006 quando colheu a maior votação do país. No interior da legenda também possuem peso político os representantes dos estados do Sul, em especial o catarinense Esperidião Amin.
HistóricoAs origens do Partido Progressista estão ligadas ao processo de redemocratização do Brasil que culminou com a eleição de Tancredo Neves e José Sarney, presidente e vice-presidente da República, pelo Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985. Encerradas as eleições gerais de 15 de novembro de 1982 as atenções do mundo político se voltaram para a sucessão do presidente João Figueiredo (1979-1985) e nisso as lideranças governistas agregadas no Partido Democrático Social passaram a defender uma miríade de nomes com vistas à sucessão, dentre os quais o do vice-presidente Aureliano Chaves, do senador Marco Maciel, do Ministro da Desburocratização Hélio Beltrão e até do General Costa Cavalcanti, diretor-geral da Itaipu Binacional. Após uma série de acontecimentos políticos, a disputa pela candidatura na agremiação situacionista restringiu-se aos nomes do deputado federal Paulo Maluf e do Ministro do Interior Mário Andreazza, sendo que o primeiro foi ungido candidato ao vencer a convenção nacional do PDS. Mesmo vitoriosa, a candidatura de Maluf acabou por cindir irremediavelmente o partido sendo que tal fato levou os dissidentes a criarem o Partido da Frente Liberal (atualmente Democratas) e assim contribuirem decisivamente para a vitória de Tancredo Neves, candidato presidencial oposicionista e outrora entusiasta das Diretas Já, movimento que pregava o restabelecer das eleições presidenciais já em 1984 e aglutinado a partir de uma emenda apresentada pelo deputado Dante de Oliveira, proposta essa derrotada pelos parlamentares do PDS em abril. Vigoroso quando no governo, o PDS passa ao declínio na seara da oposição vendo reduzir a cada dia o número de governadores, prefeitos e parlamentares eleitos sob sua marca: o próprio Maluf amarga uma série de reveses ao ser derrotado nas eleições para governador de São Paulo em 1986, prefeito da capital em 1988, Presidente da República em 1989 e novamente para o governo em 1990. Mesmo quando venceu a eleição para prefeito em 1992 ao derrotar o senador petista Eduardo Suplicy em segundo turno, Maluf percebeu a necessidade de inserir uma nova legenda no fragmentado quadro partidário brasileiro e assim manter-se influente no plano nacional como expoente político de direita, em especial após o impeachment do presidente Fernando Collor, cuja candidatura o PDS apoiou em segundo turno participando inclusive do referido governo. Antecessores do PPEm convenção nacional datada de 4 de abril de 1993 o PDS se fundiu ao Partido Democrata Cristão (criado em 1985) e deu origem ao Partido Progressista Reformador (PPR). A nova agremiação disputou as eleições de 1994 e viu o senador Esperidião Amin ficar em sexto lugar na disputa pela Presidência da República, elegendo ainda três governadores de estado (Amazonino Mendes no Amazonas, Orleir Cameli no Acre e Siqueira Campos no Tocantins), dois senadores e cinqüenta e dois deputados federais. Porém o reagrupamento de forças estaduais de perfil moderado e conservador seguiu adiante com a fusão, em 1995, entre o Partido Progressista Reformador e o segundo Partido Progressista (PP), criado em 31 de janeiro de 1993 após a fusão de duas outras legendas, união que deu origem ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), desde logo comprometido com o apoio ao Plano Real, ao governo Fernando Henrique Cardoso e à estabilização econômica do Brasil. O primeiro embate para o novo partido aconteceu nas eleições municipais de 1996 quando seus candidatos conquistaram 625 prefeituras dentre as quais em Manaus com Alfredo Nascimento, em Palmas com Manoel Odir Rocha e em São Paulo com Celso Pitta, cujo triunfo demonstrou a predominância de Paulo Maluf sobre os rumos do partido. Quatro anos mais tarde o partido triunfaria em Florianópolis com Ângela Amin, a mais vistosa das 618 vitórias do partido. Em 1998 o PPB elegeu Esperidião Amin governador de Santa Catarina e Neudo Campos governador de Roraima obtendo também duas cadeiras no Senado e sessenta assentos na Câmara dos Deputados em 1998, números que refluiriam drasticamente em 2002 quando a legenda perdeu as disputas por cargos majoritários e elegeu apenas quarenta e nove deputados federais. Findo o governo Cardoso e completado mais um ciclo na vida política do país, a Convenção Nacional do PPB, buscando inspiração nas transformações políticas internacionais, decide, em 4 de abril de 2003, alterar sua denominação para Partido Progressista (PP). Com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, o PP passou a integrar a base de apoio ao novo presidente no Congresso Nacional, salientando seu temor em ser diminuído como ocorrera na única vez que fora oposição ao governo Sarney. Foi citado durante o Escândalo do Mensalão e principal protagonista do escândalo do Detran-RS. Manifesto do PartidoSegundo consta em seu manifesto, o PP se propõe à construção de uma sociedade livre, democrática, justa, pluralista, solidária e participativa, em que se ressalte o absoluto respeito à dignidade da pessoa humana. Dirige-se ao povo brasileiro, objeto de toda a sua motivação, para afirmar o compromisso de orientar sua ação política e parlamentar na sustentação desses princípios, e mais os seguintes, todos detalhados no programa partidário:
Referências
Ligações externas
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