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Papel higiênico é um tipo de papel fino utilizado na limpeza íntima após a evacuação. Pode ser perfumado ou não, e costuma ser vendido em rolos, como o da imagem que ilustra este artigo. É vendido normalmente em mercados, supermercados, drogarias e lojas de conveniências. Antes de sua invenção, que data do século XIX, as pessoas costumavam fazer a sua limpeza com folhas de alface, água e por vezes sabugos de milho. Diz-se que o papel higiênico foi inventado na China, em 875, mas a invenção também já foi atribuída a Joseph Gayetty, de Nova Iorque, EUA, que a teria concebido em 1857. História
Papel higiênico de madeira do período Nara (710-784 d.C.) no Japão, com rolos modernos ao fundo para comparação.
Embora o papel tenha sido utilizado como material para embalar e acolchoar na história chinesa desde o século II a.C.,[1] o primeiro uso de papel higiênico na história humana data do século VI, na China medieval.[2] Em 589 o acadêmico e funcionário público Yan Zhitui (531–591) escreveu sobre o uso do papel higiênico:
Durante o fim da dinastia Tang (618–907 d.C.) um viajante árabe muçulmano que visitou a China no ano 851 comentou:
Em outros lugares do mundo, os ricos usavam tecidos feitos de lã, renda ou cânhamo para suas abluções, enquanto os menos afortunados utilizavam tanto suas próprias mãos, ao defecar em rios, como se limpavam com os materiais mais diversos, como trapos de qualquer tecido disponível, lascas de madeira, folhas de árvores, grama, feno, pedras, areia, musgos, neve, espigas e palha de milho, cascas de frutas ou conchas, dependendo do local, das condições climáticas ou dos costumes sociais. Na Roma Antiga, uma esponja pregada a um pedaço de madeira era comumente utilizada e, depois de seu uso, colocada de volta num balde com água salgada. O escritor satírico francês François Rabelais, na sua série de romances Gargântua e Pantagruel, onde discutiu as diversas maneiras de se limpar no banheiro, escreveu:
Rabelais sugere ainda que as penas suave das costas de um ganso vivo fornecem um meio excelente de limpeza. Em muitas partes do mundo, especialmente em locais onde o papel higiênico é um item de luxo, ou os encanamentos e redes de esgoto para a eliminação dos dejetos seja precária ou mesmo inexistente, outros métodos ainda são utilizados. Os Irmãos Scott são citados freqüentemente como os primeiros a vender papel higiênico em rolo e já perfurado; porém não foi registrada qualquer tipo de patente; o início do papel higiênico da maneira como o conhecemos no século XXI se dá oficialmente com o americano Seth Wheeler, de Albany, Nova York, que obteve diversas patentes. A primeira digna de relevância foi a sua idéia de perfurar os papéis (25 de julho de 1871, #117355), em cujos pedido de permissão já constava a ilustração do rolo perfurado de papel. Em 13 de fevereiro de 1883 foi-lhe concedida a patente #272369, que mostrava um rolo com papel, higiênico ou para embrulhos, perfurado e com um suporte no seu centro em forma de tubo. Wheeler também patenteou os suportes montados que seguravam os rolos, e, sob o nome de Albany Perforated Wrapping Paper Co., passou a vender seus produtos em 1886, em sua fábrica ao norte do centro da Albany.[4] Referências
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