Nepal

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नेपाल
(Nepāl)

Nepal
Bandeira do Nepal
Brasão de armas do Nepal
Bandeira Brasão de armas
Lema: "A mãe e a terra-mãe valem mais que o reino dos céus" (tradução do sânscrito)
Hino nacional: Sayaun Thunga Phool Ka
("Centenas de Flores")
Gentílico: Nepalês, Nepalesa

Localização do Nepal

Localização do Nepal
Capital Catmandu
Cidade mais populosa Catmandu
Língua oficial Nepalês
Governo República
 - Presidente Ram Baran Yadav
 - Primeiro-ministro Pushpa Kamal Dahal "Prachanda"
Formação 1093 d.C. 
 - Reino declarado 21 de Dezembro de 1768 
 - Estado declarado 15 de Janeiro de 2007 
 - República declarada 28 de Maio de 2008 
Área  
 - Total 147.181 km² (93º)
 - Água (%) 2.8
 Fronteira China e Índia
População  
 - Estimativa de 2008 29.519.114 hab. (40º)
 - Censo 2003 23.151.423
 - Densidade 184 hab./km² (56º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2006
 - Total US$48.18 bilhões USD (87º)
 - Per capita US$1.500 USD (164º)
Indicadores sociais
 - IDH (2007) 0,534 (142º) – 
Moeda Rupia nepalesa (NPR)
Fuso horário NPT (UTC+5:45)
 - Verão (DST) (UTCinexistente)
Cód. ISO NPL
Cód. Internet .np
Cód. telef. +977
Website governamental http://www.nepalgov.gov.np

Mapa do Nepal

O Nepal (em nepalês: नेपाल Sound? [neˈpaːl]) é um país asiático dos Himalaias, limitado a norte pela China e a leste, sul e oeste pela Índia. A sua capital é Catmandu. No país se situa o monte Evereste, o pico mais alto da terra com 8.848 m, na fronteira norte com a China.

As principais cidades desta nação são Lumbini, onde nasceu Sidarta Gautama, conhecido como o Buda, e a cidade-lago de Pokhara, situadas no vale de Catmandu. Têm grande importância para o turismo, sendo reconhecidas pela UNESCO devido ao valor histórico e por lá se encontrar um grande acervo monumental.

O Nepal é um país pobre, situado na encosta da cordilheira do Himalaia, centro da Ásia, entre a China e a Índia, e tem uma das maiores densidades demográficas do continente, com 153 habitantes por quilômetro quadrado. A população nepalesa é composta de 12 etnias, que convivem harmonicamente.

A agricultura emprega 90% da mão-de-obra, tornando o país grande fornecedor de arroz para a região. Em vez de construção de estradas, conter a erosão do solo, há séculos tem sido a principal ocupação dos governantes, sendo que o sistema de terraços usados na irrigação do arroz é um desafio aos meios, usados no ocidente, para conter o mesmo tipo de erosão.

Índice

História

Ver artigo principal: História do Nepal

A pré-história do Nepal não é clara até o século VIII a.C.. A lenda conta que o vale de Catmandu foi nas suas origens um belo lago no qual flutuava a flor de lótus da qual emanava uma mágica luz. O patriarca chinês Manjushri decidiu, ante tanta beleza, drenar a água do lago para que a flor pousasse no solo e utilizou sua espada para cortar a parede que fechava o vale e permitir que a água saísse. No lugar que o lótus pousou, o patriarca construiu um templo, a estupa de Swayambhunath e uma pequena aldeia de madeira denominada Manjupatan. Se desconhece se esta lenda contém alguma verdade. Mas o certo é que os geólogos comprovaram que o vale já foi coberto de água.

Templo em Patan.
Realeza nepalesa na década de 1920.

No século VIII a.C. aparece a cultura kirati com a invasão destes povos que fundaram no vale um reino no qual governaram 28 monarcas como Yalambar, o mais famoso deles. Os kirati eram avezados comerciantes e ganadeiros. Depois vieram os lichhavis, procedentes da Índia, que reinaram desde o século IV ao VII d.C.. Os Takuris tiveram como principal monarca Amshurvarma, sucedendo-o a Dinastia Gupta, que conseguiu fazer deste país um reinado independente. Do século XIII ao XVIII subiram ao poder os Mallas que consolidaram a hegemonia do Nepal. A meados do século XIX, Jung Bahadur Rana tomou o poder assassinando o monarca legítimo, pondo em seu lugar um testa de ferro nomeado por ele, constituindo o cargo hereditário, que governava sob o título de Primeiro-ministro Rana. Os Rana governaram o Tibete durante um século até que em 1940 uma revolta popular acabou com esta ditadura.

Em 1951 regressa ao Nepal o rei Tribhuvan Bir Bikram que falece quatro anos depois e é substituído por seu filho Mahendra Bir Bikram Shah. O país ingressa na Organização das Nações Unidas. Em 1959 se promulga uma nova constituição, e celebram-se as primeiras eleições do país na que vence o Partido do Congresso. Todavia, um ano depois, o monarca acaba com a incipiente democracia declarando ineficaz o sistema parlamentar. A partir de 1961 proclama-se um sistema de democracia dirigida sem partidos políticos. Em 1972 morre o rei e é sucedido por seu filho Birendra que continua com a mesma política de seu pai. Em 1980 uma consulta popular ratifica o poder do rei desprezando a democracia parlamentar.

Em 1983 o rei nomeia Nepal como estado de paz e recebe o respaldo de 37 países que em 1988 serão já 97 países, com exceção da Índia e Moscou, que não reconhece esta zona de paz.

Em 1990 o rei dissolve a Assembléia e se forma um novo governo com K.P. Bhattaral como primeiro ministro. O monarca apresenta uma nova constituição na que se estabelece a democracia multipartidarista. Em 1994 continua como Chefe do Estado o rei Birendra Shah e como chefe de governo que dirige a nação, Mohan Adhikari.

Em 15 de Janeiro de 2007 entrou em vigor uma constituição provisória que preparará a realização de eleições para uma Assembleia Constituinte. De acordo com a nova constituição o rei está destituído dos seus poderes.

Em 24 de dezembro de 2007, os partidos políticos do país, incluindo os governistas e os poderosos ex-rebeldes maoístas, colocaram-se de acordo para abolir a monarquia a partir do primeiro semestre de 2008, com a nova constituição.

Política

Ver artigo principal: Política do Nepal

Até 1990, Nepal era um monarquia absoluta que funcionava sob o controle executivo do rei. Enfrentando movimento contrário à monarquia absoluta, o rei Birendra, em 1990, concordou com reformas políticas em grande escala e criou uma monarquia parlamentar, sendo o rei chefe de estado e um primeiro-ministro o chefe do governo.

A legislatura de Nepal era bicameral consistindo em uma casa de representantes e de um conselho nacional. A casa de representantes consiste em 205 membros eleitos diretamente pelo povo. O conselho nacional tinha sessenta membros, dez nomeados pelo rei, trinta e cinco eleitos pela casa de representantes e os quinze restantes eleitos por um colégio eleitoral composto por representantes das vilas e das cidades. A legislatura teve um mandato de cinco anos, mas foi dissolvida pelo rei antes do término deste período. Todos os cidadãos do Nepal maiores de 18 anos adquiriram o direito ao voto.

O executivo compreendeu o rei e o conselho dos ministros (o gabinete). O líder da aliança ou do partido que obtivesse os a maioria dos lugares em uma eleição era nomeado como o ministro principal. O gabinete era nomeado pelo rei por recomendação do ministro principal. Os governos em Nepal tendiam a ser altamente instáveis; nenhum governo sobreviveu para mais de dois anos desde 1991, qualquer um com o colapso interno ou a dissolução parlamentar pelo monarca por recomendação do ministro principal de acordo com a constituição.

O movimento em abril de 2006 trouxe uma mudança na nação. O rei autocrático foi forçado a deixar o poder. A câmara de representantes dissolvida foi restaurada. A câmara de representantes deu forma a um governo que manteve conversações da paz bem sucedidas com os rebeldes maoístas. Uma constituição interina foi promulgada e criada uma câmara de representantes interina com membros maoístas. O número dos assentos foi aumentado para 330. O processo da paz em Nepal deu um grande passo adiante em abril 2007, quando o Partido Comunista do Nepal (Maoísta) se juntou ao governo provisório do Nepal.

Depois do acordo de 23 de Dezembro de 2007, foi estabelecida a república em 2008; uma maioria simples do conjunto constituinte, a ser eleita em 2008, votou pela abolição da monarquia.

A assembleia constituinte do Nepal decidiu abolir a 25 de Maio de 2008 a única monarquia hinduísta do mundo e fazer nascer a mais nova república, depois dos rebeldes maoístas terem vencido as eleições de 10 de Abril de 2008.

Subdivisões

As 14 zonas em que o Nepal está dividido.
Ver artigo principal: Subdivisões do Nepal

Nepal é dividido em 14 zonas e em 75 distritos, agrupados em 5 regiões do desenvolvimento. Cada distrito é dirigido por um oficial principal fixo do distrito, responsável para manter a lei e a ordem e coordenar o trabalho de agências do campo dos vários ministérios do governo. As 14 zonas são:

Geografia

Ver artigo principal: Geografia do Nepal

O Nepal é um pequeno país localizado no sul da Ásia, entre a Índia e a China (Tibete). O seu tamanho contrasta com uma superpopulação estimada entre 22 e 23 milhões de habitantes. O país é costeado pelas altas montanhas do Himalaia, com vários picos de mais de 6000 metros de altitude, destacando-se entre estes o Monte Everest, o ponto mais alto da Terra. O Nepal é conhecido como "o teto do mundo". A capital Catmandu tem aproximadamente 800 mil habitantes. O país divide-se em 14 estados e 75 distritos. A maior parte da população vive em vilas nas montanhas, que são demarcadas por regiões e números. O clima é frio, porém somente nas montanhas há incidência de neve.

O Nepal pode ser dividido em três regiões geográficas distintas: o Terai ao sul, com altitudes entre 400 e 1000 metros, geográfica e culturalmente semelhante à Índia; a região dos Vales, com altitudes entre 1.000 e 2.000 metros, onde está Katmandu e Pokhara; e a região do Himalaia, com altitudes superiores a 2.000 metros.

Clima

O Nepal segue o regime de monções tendo 3 meses, de meados de junho a meados de setembro, de chuvas. Para quem visita o Terai e a região dos Vales, a chuva não chega a atrapalhar. Já para quem vai fazer trekkings a época ideal é a primavera (março e abril) e o outono (outubro e novembro), épocas em que a visibilidade das montanhas é ideal e a temperatura não muito fria. Durante o inverno é possível fazer trekking sendo que o único empecilho, contornável com bom equipamento, é o frio.

Vegetação

Localizado na região dos Himalaias, o Nepal conta com uma das maiores diversidades de flora do planeta. A presença de grandes altitudes, o clima e o solo da região dentro de uma pequena extensão gerou esta diversidade. É estimada a existência de aproximadamente 7000 espécies de flores de plantas no Nepal e aproximadamente 5% delas não nascem em outras regiões do mundo.

Economia

Ver artigo principal: Economia do Nepal

O Nepal é uma nação pobre, com uma economia baseada na agricultura e no turismo. Cerca de 90% dos habitantes trabalham na agricultura, principalmente no cultivo de arroz.

A influência indiana, cada vez mais forte, em pouco tempo originou uma sociedade de castas fortemente indianizada e poderoso centro budista.

O turismo cresce desde que a democracia foi restaurada, em 1990, ajudado pela abolição das restrições a estrangeiros em 18 áreas, a noroeste do país. Lumbini - a terra natal de Buda - e a cidade-lago de Pokhara estão entre as principais atrações.

Demografia

Ver artigo principal: Demografia do Nepal

Os nepaleses são descendentes de três grandes migrações da Índia, Tibete, norte da Birmânia e Yunnan, através de Assam.

Entre os primeiros habitantes foram os Kirat na região leste, Newar do Vale de Katmandu e aborígenes Tharu na região sul do Terai. Os ancestrais das castas de Brahman e Chetri da Índia vieram de grupos presentes em Kumaon, Garhwal e Caxemira, enquanto que outros grupos étnicos tem as suas origens no norte da Birmânia, Yunnan e Tibete, por exemplo, o Gurung Magar, e no oeste, Rai e Limbu no leste, e Sherpa Bhotia no norte do país.

No Terai, numa parte da Bacia do Ganges, 20% da área total do país, a população é fisicamente e culturalmente semelhante à do Indo-arianos do norte da Índia. Indo-Arianos e da Ásia Oriental misturaram-se com pessoas que vivem na região da colina. As altas montanhas são escassamente povoadas. O Vale de Kathmandu, no meio da região da colina, constitui uma pequena fração da área da nação, mas é a mais densamente povoada, com quase 5% da população.

Apesar da migração de uma parte significativa da população para as planícies do sul ou para o Terai nos últimos anos, a maioria da população ainda vive no Planalto Central. As montanhas do norte são pouco povoadas.

Katmandu, com uma população de cerca de 800.000 habitantes (região metropolitana: 1,5 milhões), é a maior cidade do país. A maior religião é o Hinduísmo, com mais de 80% da população a seguir esta religião.

O Nepal é um país multilingue, multireligioso e a sociedade é multiétnica. [1]

Cultura

Ver artigo principal: Cultura do Nepal

Referências

  1. Estes dados são em grande parte derivados do censo de 2001 realizado no Nepal e publicados no Relatório da População de 2002.

Ver também

Ligações externas

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