Marquês das Minas

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Marquês das Minas foi um título nobiliárquico criado pelo rei Filipe II de Portugal (III de Espanha) em favor de D. Francisco de Sousa, terceiro conde do Prado e sétimo governador do Brasil.

O título não se refere especificamente ao território brasileiro hoje conhecido como Minas Gerais, visto que oficialmente as reservas auríferas ali localizadas só foram descobertas no fim do século XVII, muito tempo após a criação do título. O título faz referência à busca genérica por minas de prata no Brasil, dado que existiam similares na região do Alto Peru e no Vice-reino do Rio da Prata. O primeiro titular desse título exerceu o cargo de governador do Brasil.

Usaram o título
  1. D. Francisco de Sousa (c. 1610-1674), considerado um dos heróis da Restauração de 1640.
  2. D. António Luís de Sousa (1644-1721), primogênito do segundo casamento do antecessor, sendo já quarto Conde do Prado em vida do pai.
  3. D. João de Sousa (1666-1722), sexto conde do Prado (segundo filho do antecessor, tendo herdado os títulos em virtude do primogénito D. Francisco de Sousa, quinto conde do Prado, não ter sobrevivido ao pai nem ter deixado descendência; foi assassinado ao sair da Congregação do Oratório de São Filipe de Néri).
  4. D. António Caetano Luís de Sousa (1690-?), sétimo conde do Prado.
  5. D. Maria Francisca de Sousa (1745-1787), oitava condessa do Prado (neta do antecessor, tendo herdado directamente os títulos em virtude do seu pai D. João de Sousa não ter sobrevivido ao seu avô; foi mãe dos sexto, sétimo e oitavo marqueses das Minas, sendo que nenhum deixou descendência).
  6. D. Francisco Benedito de Sousa Lencastre e Noronha (1780-1796), nono conde do Prado.
  7. D. João Francisco de Sousa Lencastre (c. 1761-?), décimo conde do Prado (irmão do antecessor tendo herdado os títulos em virtude deste não ter deixado descendência).
  8. D. Joana Bernarda de Sousa Lencastre e Noronha (?-1827), décima primeira condessa do Prado (irmã do antecessor em virtude deste não ter deixado descendência; não teve geração).
  9. D. Brás Maria da Silveira e Lorena (1814-1867) (primo da antecessora).
  10. D. Pedro Maria da Silveira e Lorena (1846-1870), décimo terceiro conde do Prado (segundo filho varão do antecessor, tendo herdado os títulos devido ao primogénito, D. Nuno Maria da Silveira e Lorena, décimo segundo conde do Prado, não ter sobrevivido ao pai).
  11. D. Alexandre da Silveira e Lorena (1847-?), décimo quarto conde do Prado (irmão do anterior tendo herdado os títulos em virtude deste não ter deixado descendência; teve uma única filha, D. Isabel da Silveira e Lorena, décima quinta condessa do Prado, que por sua vez teve cinco filhos - nenhum destes teve geração).

Após a implementação da República e o fim do sistema nobiliárquico, tornou-se pretendente ao título D. João de Castro e Mendia (1946-), primo do antecessor.

Notas e referências

Salienta-se o número anormalmente elevado de transmissões entre irmãos.

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