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HistóriaO nome estaria ligado às tribos de índios que habitavam a região do Rio Grande do Sul, conhecidos como "patos". Outra versão conta que a origem do nome desta laguna teria ocorrido em 1554, quando viajavam para a região do Prata algumas embarcações espanholas, que, acossadas por um temporal, viram-se na contingência de procurar abrigo na barra do Rio Grande. Aí deixaram fugir alguns patos que traziam a bordo e de tal modo se deram bem as aves com o lugar, que se reproduziram assombrosamente, chegando a coalhar a superfície das águas da laguna, dando-lhe o nome. No extremo sul, a Lagoa dos Patos é ligada ao mar por um estreito canal e sua água é salobra. Os primeiros mapas da Lagoa dos PatosEm 1548, consta no mapa de Mercator uma foz sem nome que parece ser a mais antiga menção documentada e atualmente acessível da Lagoa dos Patos. Porém, a falta de indicações não permite conclusões definitivas. Os primeiros esboços da lagoa (então considerada o próprio Rio Grande) já eram demonstrados em mapas holandeses décadas antes da colonização portuguesa na região. Pelo que se sabe até agora, o primeiro cartógrafo dos Países Baixos a registrar o Rio Grande foi Frederick de Wit, em seu atlas de 1670. Já o primeiro registro cartográfico feito por um neerlandês a mostrar o suposto rio com um formato próximo ao que é conhecido hoje da Lagoa dos Patos foi Nikolaus Visscher, em 1698. Apesar de ele não ter sido o primeiro a mencionar os índios Patos que habitavam suas margens e boa parte do litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, foi ele quem associou esse nome à referida lagoa. Por volta de 1720, açorianos vindos de Laguna chegaram à região de São José do Norte para buscar o gado cimarrón vindo das missões, possibilitando a posterior fundação do Forte Jesus, Maria, José e de Rio Grande, em 1737.[1] GeografiaA nordeste encontra a lagoa do Casamento e a noroeste o Rio Guaíba, na verdade um estuário, que faz a transição entre a Lagoa dos Patos e o delta do rio Jacuí, formado pelos rios Caí, Gravataí, Jacuí e Rio dos Sinos. Perto do seu estuário, ao sul, encontram-se as cidades de Rio Grande e São José do Norte, que delimitam o Canal do Norte, na Barra do Rio Grande, onde ela se liga ao oceano. Comunica-se com a Lagoa Mirim, ao sul, pelo Canal de São Gonçalo. Ela é navegável por embarcações fluviomarítimas de até 5,10 metros de calado, de Rio Grande a Porto Alegre. A fim de garantir o acesso de embarcações de maior cabotagem, mantém-se a profundidade através de dragagem sistemática e constante em alguns pontos. Lagoa, lago ou laguna?A bibliografia sobre a Lagoa dos Patos é muito escassa. Fontes como a Delegacia da Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul, na cidade de Pelotas, fazem referência às dúvidas que atualmente são levantadas sobre a denominação correta - se seria lagoa, lago ou laguna - principalmente em função da ligação direta com o mar, através da barra da Praia do Cassino, no município de Rio Grande. Os geólogos e os geomorfologistas consideram-na uma laguna. Enquanto os especialistas não chegam a um acordo, permanece a tradicional e consagrada denominação de Lagoa dos Patos[2]. Apesar de alguns mapas já citarem como Laguna dos Patos a referida laguna, a maioria dos mapas oficiais continua referindo-se à mesma como Lagoa dos Patos, de uso mais consagrado. Da mesma forma que o Mar Cáspio, na realidade, não é um "mar", mas um "lago", e continua a ser nomeado como mar. Municípios da costa
Referências
Ver também
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