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Mandarim (em chinês tradicional: 官話; chinês simplificado: 官话; pinyin: Guānhuà, literalmente "fala dos oficiais", ou ainda, em chinês tradicional: 北方话; chinês simplificado: 北方話, pinyin Běifānghuà, "dialetos do norte") é o nome dado a uma categoria de dialetos chineses aparentados, falados por toda a maior parte do norte e do sudoeste da China. Quando é considerado um idioma separado, como frequentemente é feito pela literatura acadêmica, o mandarim possui mais falantes do que qualquer outra língua. Na Linguística, o termo mandarim pode se referir a qualquer um dos dois conceitos distintos:
Não existe uma identidade comum "mandarim" baseada no idioma; em vez disso, existem fortes identidades regionais, centradas em cada um dos dialetos individuais, devido à ampla distribuição geográfica e diversidade cultural de seus falantes. Deve-se ressaltar também que, apesar de seu uso difundido no Ocidente, a maior parte dos falantes nativos de mandarim são relutantes em reconhecer o termo mandarim para descrever o idioma, já que a palavra não reflete qualquer origem chinesa; em vez disso, costuma-se referi à língua simplesmente como 'chinês padrão'. Como todas as outras variantes do chinês, existem diversas controvérsias sobre se o mandarim deve ser considerado um idioma ou um dialeto.
Etimologia e históriaO termo "mandarim" nasceu das relações comerciais entre portugueses e chineses no início do século XVII. Os comerciantes lusitanos aportavam nas cidades chinesas em busca de chá, seda e outros artigos exóticos, e tratavam com funcionários determinados pelo governo imperial da China. Seus subordinados eram proibidos de entrar em contato com os forasteiros, e assim o comércio era feito apenas com os chineses que mandavam, e assim o idioma utilizado por estes funcionários ficou conhecido como "mandarim" no ocidente. Outra versão largamente difundida para a origem da palavra é que ela viria originalmente do hindi "mantri", significando "conselheiro", "ministro de estado", passando então ao malaio "mantri", e então ao português "mandarim" e, a partir do português, foi assimilada por outras línguas européias, incluindo o inglês, onde o registro do primeiro uso da palavra "mandarin" data de 1589. O mandarim possui 80.000 (oitenta mil) caracteres, chamados de hanzis, dos quais 7.000 (sete mil) são mais usados. Uma pesquisa nacional do Ministério da Educação da China mostrou que hoje em dia 94% dos chineses falam mandarim, a língua oficial do país, na China chamada de putonghua. Nada surpreendente para uma população que possui 55 minorias étnicas (10% da população em termos quantitativos), todas com línguas próprias. O mandarim se tornou língua nacional da China em 1956, mas desde esta época, o país discute se forçar suas minorias étnicas a falar mandarim não seria como condená-las ao fim. Pelo visto, a resistência é forte. No Tibete, por exemplo, onde a maioria da população ainda é pobre, todos falam tibetano e só o topo da pirâmide social possui um putonghua básico. É bom lembrar que a língua é parte das manifestações culturais de um povo e, no caso do Tibete, pode bem ilustrar a resistência do povo local ao domínio da ocupação chinesa. Por sua vez, ironicamente, hoje, pelos cálculos do governo, 30 milhões de pessoas estão aprendendo chinês no mundo. Ver tambémFontes
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