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Dividendos é a parcela do lucro apurado pela empresa, que é distribuída aos acionistas por ocasião do encerramento do exercício social (balanço). Pelo § 2º, do art. 202 da Lei das Sociedades AnônimasErro de citação </ref> de fecho em falta para a marca <ref> A vantagem de investir em papéis de empresas com o fito de obter bons dividendos é que além desses proventos, os papéis tendem a se valorizar ao longo dos anos, como um efeito normal do setor produtivo. Mesmo no caso de haver uma iminente queda nas bolsas, a rentabilidade destas aplicações não tende a ser muito penalizada, apesar de ocorrer uma possível desvalorização no preço das ações. Neste caso, o dividend yield aumenta, mas por conta da queda do preço da ação e não pelo aumento na distribuição dos lucros. Além disso, para o investidor, a diferença básica é que ao receber dividendos ele não é tributado, pois a empresa já o foi quando da apuração de seu lucro líquido. Outra forma de distribuir o lucro entre os acionistas é através de juros sobre capital próprio. Esse pagamento é tratado como despesa no resultado da empresa, enquanto o dividendo não. Neste caso, o investidor terá que pagar o Imposto de Renda sobre o capital recebido. Essa questão fiscal é justamente o benefício da companhia, como esse pagamento é contabilizado como despesa da empresa, antes do lucro, ela não arca com os tributos repassando este ônus ao investidor. A opção entre dividendos e juros sobre capital próprio compete à assembléia geral, ao conselho de administração ou à diretoria da empresa. Alguns setores bastante atrativos para este tipo de investimento são os bancos (BBDC, ITAU), as siderúrgicas (CSN, CST, USIM), as empresas de telecomunicações (Telesp Fixa, Telemar) e as empresas de energia (Transmissão Paulista, Eletropaulo, Light, CPFL Energia). A tabela abaixo lista as dez maiores pagadoras de proventos do Ibovespa no ano de 2007, com base no Dividend Yield.[1]
(*) DY com base nas cotações do dia 21 de dezembro Referências
- Liquidez/Rentabilidade da Empresa .Existência de um resultado líquido positivo .Existência de meios líquidos disponíveis na tesouraria - Previsibilidade dos lucros .As Empresas com lucros estáveis tendem a pagar uma maior precentagem dos seus lucros em dividendos. - Restrições legais/Estatuárias/Contratuais .Falência Técnica .Reservas obrigatórias .Imposições de credores/accionistas preferenciais - Carteira de investimentos e acesso a fontes alternativas de financiamento .Estratégia de crescimento: rápido? maturidade? .Possibilidade de aceder a recursos externos (e seu custo) - Contexto económico/fiscal .Inflação: amortizações podem ser insuficientes para compensar o aumento do custo de reposição. .Política fiscal face a dividendos e mais-valias - Preferência dos investidores/forma de interpretação da política de dividendos .Dividendo certo vs dividendo ou mais-valias futuras incertas .Resultado de uma boa Gestão? .Falta de oportunidades de investimento - O efeito Clientela .Investidores que preferem dividendos, procurarão empresas que têm uma política de dividendos consistente com esta preferência. .As empresas devem definir a sua política de dividendos, de acordo com as preferências dos seus accionistas. - O efeito "Informação" (ou "Teoria dos sinais") .A assimetria de informação entre gestores e investidores, leva a que a política de dividendos se possa assumir como um importante instrumento de comunicação. .Dividendos a longo prazo constituem uma pista para os investidores quanto à efectiva saúde financeira das empresas. .A evidência empírica indica que grandes mudanças inesperadas nos dividendos, podem ter impacto significativo no preço das acções. - As Expectativas .Quando se aproxima o anúncio do próximo dividendo, os investidores formam expectativas quanto ao respectivo valor, depois comparam o dividendo anunciado com o dividendo esperado. .Se a quantia do dividendo é a esperada, o preço da acção deve permanecer inalterado, todavia, se o dividendo é maior ou menor do que o esperado, os investidores reavaliam as suas percepções sobre a empresa e o valor da acção reflecte essa alteração. - Custos de Agência .A política de dividendos de uma empresa, pode ser entendida pelos proprietários como um instrumento para minimizar os custos de agência. .Maior pagamento de dividendos, diminui os custos de agência, devido à redução do cash-flow disponível para os gestores da empresa. Indirectamente funciona como monitorização das actividades de investimento da gestão.
Ricardo Costa: Estratégia Financeira MLP - PUB_IESF
A legislação em vigor, o pacto social da empresa ou contratos celebrados com o Estado, instituições bancárias ou outros organismos condicionam as políticas de distribuição de dividendos. Um acentuado ritmo de crescimento das empresas ou a necessidade de preservar o equílibrio da situação de tesouraria poderão aconselhar a que se opte pela retenção dos resultados, não distribuindo lucros anuais pelos sócios.Opostamente, uma distribuição excessiva e sem a devida ponderação poderá colocar em risco a rendibilidade da empresa se travar a expansão da mesma. Fonte: H. Caldeira Menezes, Principios de Gestão Financeira, Ed. Presença, 2008 O Modelo de Lintner: Em meados dos anos 1950, John Lintner partiu para uma análise no terreno e tentou apurar, junto de gestores, quais os factores que determinavam a política de distribuição de dividendos. São então identificados 4 factores chave: 1) As empresas têm objectivos de longo prazo para os rácios de distribuição de dividendos; 2) Os gestores dão mais importância às alterações dos dividendos (à sua evolução de ano para ano) do que propriamente ao seu valor absoluto. Exemplo:se hoje o dividendo vale $2,00 mas o ano passado valia $ 1,00 tal revela-se importante, mas se tivesse permanecido com igual valor de um ano para o outro, tal facto poderia não ser tão relevante. 3) As alterações dos dividendos seguem a lógica de longo prazo dos lucros sustentáveis; alterações esporádicas dos lucros não terão grande impacto no pagamento dos dividendos. 4) Os gestores mostram relutância em proceder a alterações dos dividendos que possam ser reversíveis. O modelo simples de Lintner parece indicar que a política de dividendos dependerá quer dos lucros actuais quer dos dividendos do ano anterior, os quais por seu turno dependeram dos lucros desse ano, bem como dos dividendos do ano anterior; ou seja, seríamos levados a definir os dividendos como resultado de uma média ponderada dos lucros actuais e passados. Esta análise e seus resultados revelar-se-ia importante, embora não explicando integralmente esta complexa temática dos fundamentos da política de distribuição de dividendos nas empresas. Fontes: Brealey, Richard A.; Myers, Stewart C. "Princípios de Finanças Empresariais", McGraw-Hill de Portugal, 1992 Questions for article: |
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