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Com o enfraquecimento da Dinastia Zhou em meados do Século V a.C., 7 Estados (ou reinos) rivais surgem lutando entre si, enquanto que o poder dos reis de Zhou torna-se apenas simbólico. O Estado de Qin ou Chin, localizado a Noroeste da atual China, nos idos dos anos 200 a.C era o mais poderoso deste período - muitas vezes chamado de "Período dos Reinos Combatentes". Opunham-se-lhe seis outros estados (Chu, Qi, Wei, Zhao, Yan e Han); mas os governantes de Qin, bem como os seus diplomatas, eram simultaneamente astutos e traiçoeiros: impediram a unidade dos outros estados através de promessas que nunca foram cumpridas, e de ameaças que o foram, de modo a que os Qin recebessem territórios, como ofertas de paz. Cerca de 221 a.C. já os Qin teriam conquistado todos os seus rivais e o seu líder, Qin Shi Huangdi tornou-se imperador. Autoproclamando-se de «Primeiro Imperador» foi, na verdade, o primeiro a governar um império chinês unificado. Reorganizou o governo, excluindo o sistema feudal dos seus predecessores e colocando tudo sob o seu domínio pessoal. Normalizou tudo o que lhe foi possível, desde a escrita chinesa aos pesos e medidas. Mandou queimar todos os livros e registos que não se referiam aos feitos dos Qin e matou os estudiosos que se lhe opunham - em especial os confucionistas. Finalmente, mandou iniciar a construção do que viria a ser a Grande Muralha da China, para proteger o país das invasões provenientes do Norte. Qin Shi Huangdi aspirava por uma dinastia que durasse dez mil anos - o que em chinês significa o mesmo que para sempre. Porém, quando morreu, onze anos depois, o seu trono foi herdado por seu segundo filho, Qin Er Shi, político pouco habilidoso. Incapaz de continuar o reinado do pai, morreu durante uma rebelião sangrenta, terminando assim a Dinastia Qin. Ver também |
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